Espelho – Artigo

Segundo os ensinamentos espíritas, não há retrocesso. Tudo evolui. Podemos, de acordo com nosso livre-arbítrio, permanecer estacionados, parados, mas vai chegar um momento em que as próprias forças em evolução nos “empurrarão” ao aprimoramento moral.

Mas, então, o que está acontecendo com o Brasil? Qual o motivo de tanta intransigência e intolerância, saindo pelos poros, incentivando o ódio, a estupidez e o não pensar? Estamos sendo assediados pelo mal?  A Espiritualidade vai ficar assistindo ao caos? A desesperança no futuro já virou rotina? Será que agora estamos começando a enxergar quem somos? Não por culpa de A ou de B, nem mesmo de nossa sintonia com o assédio dos Espíritos inferiores, mas será que este momento não nos mostra um espelho a refletir a imagem de quem realmente somos? Será que estamos dispostos a aprender com o que vemos? Ou preferimos continuar negando e empurrando para debaixo do tapete de nossa casa, de nossa igreja, escola, mantendo, assim, nosso status quo de intelectuais ou de moralistas, de cidadãos de bem, transferindo tudo o que acontece ao redor como culpa daqueles que estão fora de “nosso mundo de bem”.

Quem realmente somos nós, debaixo da casca de “verniz” e do “freio”, conhecido como politicamente correto, ou da religião ou mesmo de uma moral míope?

O Cristo nos trouxe um modo de transformação de vida, baseado no amor. Barrabás era o símbolo da revolução pela força. Quem vive em nosso coração? Quem vamos encontrar quando começarmos a tirar as camadas que nos fecham em uma bolha de perfeição, impedindo que o aprendizado e a esperança nos renovem. Quem?

Uma coisa é certa, a Espiritualidade sempre nos ajuda em nossa caminhada evolutiva, e vale lembrar que o Espírito Verdade nos orientou que o bem reinará sobre a Terra quando o orgulho e o egoísmo forem banidos de nosso coração. Para Paulo de Tarso, bastaram alguns dias para que compreendesse como era incompatível seus interesses momentâneos com a mensagem do Cristo, por isso mesmo optou por se renovar interiormente, abandonando definitivamente o homem velho e com bom ânimo e fé no futuro, e anunciou:

“Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.”

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